Bom galera... Após alumas semanas fora, por causa da maldita escola. Estou de volta, com tempo livre para fazer qualquer coisa. Sendo uma dessas coisas, continuar o meu conto. Bom, vamos logo ao que interessa!
Ahhhhh, antes disso, para quem não acompanhou desde o inicio, esta ai, o link com o inicio do conto:
http://neco-barcellos.blogspot.com/search/label/Contos%20de%20Bar%C3%B5es%3A%20Uma%20Era%20Medieval
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
...
Rolando voltou cambaleando para o acampamento dos francos. Que vergonha! O heroi invencível fora obrigado a fugir!
O conde lambert logo se ofereceu para vingá-lo e atacou Olivier com muita bravura. Mas o jovem dominou-o num instante, com muita facilidade.
Olivier chamou seus homens e disse, desdenhoso:
- Levem-no, ele é meu prisioneiro!
Galeot Magno assistira a tudo e sua cólera era extrema. Era preciso acabar com aquilo de qualquer maneira. Mandou todos os seus homens para as portas da cidade, para impedir a retirada dos homens de Viene. Mas estes, num supremo esforço, esgueiraram-se por outro caminho, conseguindo voltar para dentro da cidade e levantar as pontes a tempo. Estavam salvos!
Enfurecido, o imperador ordenou o ataque.
No momento em que Rolando avançava com seus homens, Aude apareceu na muralha para ajudar seus parentes a se defender. Rolando se deteve na mesma hora.
- Nobre donzela, permita que eu saiba seu nome e conheça seu parentesco! Se eu só tivesse inimigos como a senhora, não me veriam lutar com muita frequência!
- Meu nome é Aude, sou filha de Régnier de Gênova e irmã de Olivier. Vi que realizou proezas magníficas, senhor. Com certeza é um principe. E sua amiga deve ser belissima.
- Sou Rolando, o Paladino, e minha amiga supera em beleza todas as moças do mundo!
- Ah, o senhor é Rolando! Então conheçe meu irmão. Não convém entrar em confronto com ele, nã o é?
- Seja qual for o valor desse gentil-homem, saiba que diante dele ou de qualquer outro ninguém jamais me verá tremer!
E, cheio de despeito, Rolando voltou para junto do rei.
- Que bom momento para perorar com donzelas! Enquanto conversava com a moça, viu no que deu o combate? As flechas e pedras lançadas sem trégua do alto das muralhas já iam fazendo nossos homens recuarem. De repente, Olivier saiu da cidade, matou dez dos nossos , fez pelo menos vinte prisioneiros . Por certo a bela Aude zombou de você, ao mantê-lo afastado do campo de batalha!
Entretanto, Lambert(o Prisioneiro), fora recebido em Viene com muita cortesia. Longe de tratá-lo como cativo(prisioneiro de guerra,forçado a escravidão. Cativeiro é a condição do cativo), todos se empenhavam em lhe fazer honras, mas era inútil, pois mantinha a expressão fechada.
- Senhor - disse ele finalmente a Geraldo -, tome todo o meu ouro e todos os meus bens, e devolva-me a liberdade!
- Não quero suas riquezas. Mas há algo que poderá me oferecer como resgate, o dom mais precioso entre todos: consiga que eu faça as pazes com o imperador Galeot Magno.
- Terá o que deseja - disse Lambert.
No dia seguinte, devolveram o conde as armas, o cavalo e tudo o mais que ele levava ao entrar na cidade. depois, acompanhado por Olivier, que o vencera, ele se for, carregando uma auriflama branca, em sinal de paz.
mais de cem cavaleiros correram ao encontro deles. Olivier, no entanto, dirigiu-se diretamente ao rei e, pondo um joelho em terra, exclamou:
- Que o Senhor tenha em sua santa proteção o imperador Galeot Magno!
- Rapaz, qual é seu nome e qual a sua mensagem?
- Sire*, sou Olivier de Gênova. Meu tio lhe devolve o conde Lambert, sem resgate nem caução. declara-se seu vassalo, disposto a reparar as faltas que cometeu a seu respeito. Mas repreendo-o por ter travado esta guerra e devastado seu país e pede-lhe para voltar a França.
- Ah! Então Geraldo acredita estar quite por tão pouco? Que ele venha descalço, a fronte no chão, humilhar-se diante de mim. Esse é o preço para que eu levante cerco.
- Isso ele jamais aceitará, senhor.
- Então que reinem a carnificina, o ódio e a devastação!
- Você provaria com armas na mão que seu Geraldo não cometeu traição? - disse Rolando, com insolência.
- Claro, e aceito o desafio!
- O quê? Ousa dizer que Geraldo não é um traidor, um perjuro? - retrucou Rolando, fora de si.
- O duque Rolando tem a palavra firme, mas certamente prefere os discursos aos combates.
Diante dessas palavras, louco de raiva, Rolando avançou com espada na mão. Porém se controlou, pensando nos direitos sagrados do portador de mensagem. Quando ele se acalmou, ficou combinado que resolveriam a querela num combate com armas iguais. Se Rolando fosse derrotado, Galeot e os francos voltariam à sua terra . Se ele vencesse, Geraldo iria com toda a familia para o exílio.
O combate se realizou numa ilha, no meio do rio. Nunca se viu luta tão encarniçada. Já no primeiro lance o cavalo de Olivier foi morto.
- À guerra! - gritou Rolando. - Chegou o dia de assistirmos à ruína dessa cidade orgulhosa, e Geraldo será enforcado!
Mas logo chegou a vez de seu cavalo morrer. A luta continuou a pé, mais violenta ainda. As armas se chocavam, o sangue corria por toda a parte.
Durante uma trégua breve, ambos começaram a se conhecer melhor e sentiram nascer entre eles uma grande amizade. Tinham a mesma idade, a mesma valentia e eram igualmente leais. Rolando falou de seu amor por Aude. Olivier prometeu-lhe a mão da irmã.
Entretanto, ela se desesperava. Do alto da muralha, tentava assistir ao combate e temia o seu resultado, pois Olivier era seu irmão querido e Rolando, o eleito de seu coração.
Eles continuaram a brigar até os ultimos raios de sol, até sentirem faltar forças. De repente um anjo desceu do céu e veio se colocar entre eles. Os dois pararam, perplexos, enquanto uma voz celeste lhes dizia:
- Parem com essa luta estupida! Vocês dois são cavaleiros valentese leais. Unam-se para atacar os desleais, os infiéis. Maior será sua glória e estarão servindo a Deus.
O anjo desapareceu. No entanto, os dois já tinham ouvido suas palavras e fizeram as pazes na mesma hora.
- Deus quer a nossa união - disse Rolando. - Eu me casarei com sua irmã e obterei o perdão do rei para todos os seus. Se ele não o conceder, eu o abandonarei para ficar do seu lado!
Antes de se separarem, eles apertaram as mãos, e se deram um abraço de respeito.
Bom, é isso galera. Ta ae mais uma parte do conto. Logo trarei mais a vocês, espero que tenham gostado. Abras, e até a proxima!
Thobias Costa Emmert, The Doctore.
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domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Contos De Barões: Uma Era Medieval
Bom galera... Vamos para um pedaço desse conto... Espero que gostem!
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
...
*
Dez anos se passaram. O jovem escudeiro Geraldo tornou-se um poderoso senhor, que tinha mulher e filhos. Sua mulher chamava-se Guibour e lhe dera dois filhos: Savary e Oton.
Certo dia, estava ele em uma janela de seu castelo quando viu surgir ao longe três jovens cavaleiros. Um deles vinha a frente e, por sua bela postura, Geraldo reconheceu que era de sua estirpe: tratava-se de Emeri, filho de Hernaut de Beaulande. Ele o acolheu com grande alegria. Quis saber das proezas de seu irmão e dos feitos do joven sobrinho. Mas o rapaz parecia corroído por alguma obsessão secreta. Poucos eram os instantes em que se animava ao lembrar as vitorias do pai, suas lutas bem-sucedidas contra inumeros malfeitores que, apesar de sua pouca idade, ele massacrara sozinho. Logo voltava a um pesado silêncio.
Assim que se viu sozinho com Geraldo, ele disse:
- Estou voltando de Saint-Denis, onde encontrei o imperador e a rainha. Ah, meu tio, que coisa horrivel!
- O que foi? - disse Geraldo. - Fale, rapaz, do que ficou sabendo?
- Fui muito bem recebido, e Galeot Magno já falava em me fazer cavaleiro por suas mãos. Certo dia, em que ele estava ausente, a rainha me pediu que ficasse a seu lado. Meu tio, a rainha o afrontou publicamente sem que você soubesse. Ela disse tudo e, diante de mim, vangloriou-se para quinze barões!
Emeri contou do gesto infame. Tomado de um furor cego, Geraldo quis lançar-se a ferro e fogo contra o reino da França.
- Não permanecerão em pé nem um castelo, nem um mosteiro, nem uma cidade! - bradou ele de inicio.
Então chamou para junto de si, seu velho pai e seus irmãos, para se aconselhar com eles.
- Talvez o imperador não saiba de nada - disse Garin. - Se ele punir a culpada, nos daremos por satisfeitos. Se nos desprezar, então travaremos contra ele uma guerra inexorável!
O conselho foi acatado e Geraldo, com todos os seus, foi pedir justiça ao rei.
De inicio foram acolhidos cordialente. Mas, quando apresentaram sua petição, o rei disse ao senescal:
- Veja lá se cometemos alguma falta para com esses vassalos. Se assim foi, eu me retratarei. Caso contrario, eles serão punidos. Pois os feudos de Geraldo e Régnier lhes foram concedidos por mim, e desde que os receberam, nunca mais me prestaram serviços.
- Sire* - disse o senescal -, que Geraldo pague o que lhe deve, todas as suas obrigações pelos anos passados. Então o senhor julgará sua queixa.
A afronta atingiu em cheio o coração de Geraldo. Antes de tudo a vingança! Ele recusava qualquer acordo. Garin o apoiou.
- Vejam só esse velho intratável! Tem a mão trêmula, os cabelos brancos, e ousa rebelar-se contra o imperador! Vejam só esse herói, que qualquer um derrubaria com um sopro!
E os barões puseram-se a rir e zombar dele. Então Geraldo e seus irmãos lançaram-se contra os insultadores. Foi uma briga espetacular, terrivel, memorável. Apesar de os inimigos serem numerosos, Garin e seus filhos conseguiram escapar, graças a seu ardor indomável. Perseguidos de perto pelos barões de Galeot Magno, eles fugiram para Viene.
Agora só a guerra poderia encerrar a discução. Ambos os lados a preparavam com furor.
Galeot formou exércitos poderosos. Geraldo armazenou em Viene, sua cidade, provisões suficientes para sustentar um cerco e alimentar vários exércitos durante sete anos.
Durante cinco anos, Galeot Magno sitiou Viene, sem conseguir vencer o obstinado Geraldo nem seus vassalos. Em torno do duque de Viene agruparam-se seus parentes: Garin e seus filhos, Emeri, Olivier e sua irmã Aude, cuja presença era reconfortante para todos.
Ao lado de Galeot Magno, combatiam mil barões valorosos, a fina flor da cavalaria. Um deles era Rolando, o paladino, sobrinho do imperador. Mas não havia meio de abalar a resistência de seus adversários. Os campos da região tinham sido devastados, Geraldo estava arruinado, mas não se rendia.
Nessa época, anunciaram-se grandes festejos no campo dos franceses. Rolando sentia-se entediado, e em sua honra seria realizado um grande torneio.
Rolando acreditava que venceria sem dificuldade, pois era o mais hábil dos jovens cavaleiros francos. Portanto, sentiu-se muito despeitado ao ver que todos os olhares se dirigiam não para ele, como de costume, mas para um jovem estrangeiro, de bela aparência, que não queria revelar seu nome e que desarmava todos os que vinham enfrenta-lo. Encantado, o imperador pediu-lhe, afinal, que se desse a conhecer.
- Sou Olivier de Gênova, filho de Régnier e sobrinho de Geraldo - proclamou orgulhoso o jovem cavaleiro.
Na mesma hora ele virou as rédeas e voou de volta para Viene.
Todos os barões saíram em sua perseguição. Por desgraça, seu cavalo tombou, e ele teria sido capturado se o pai e os tios não tivessem chegado bem na hora para socorrê-lo. E ele retornou a corrida, cheio de ardor. Rolando, contra a vontade do imperador, foi mais uma vez a seu encontro.
Ao mesmo tempo, a bela Aude, avisada do perigo que o irmão acabara de correr, precipitou-se sozinha através da planicie, para correr em seu socorro.
A doce e terna aparição, à luz do entardecer, despertou a admiração de todos. Ao vê-la, Rolando esqueceu Olivier, Viene e o combate que ele queria travar. Num piscar de olhos chegou perto dela, levantou-a do chão e saiu levando-a em seu cavalo, quase morta de pavor. Olivier acorreu na mesma hora e intimou-o a devolver sua irmã.
- Vassalo - respondeu Rolando, com ar insolente -, a moça é minha e vou ficar com ela.
- Atacar uma mulher é covardia! Se tem coragem, paladino Rolando, venha medir forças comigo imediatamente!
Rolando não pôde esquivar-se da luta. Os dois avançaram um sobre o outro com tal violência, que ambos ficaram atordoados. Olivier então despedaçou o elmo de Rolando e quase o matou.
Enlouquecido, o cavalo de Rolando fugiu a toda a velocidade, enquanto Olivier pegou a irmã e, tranquilizando-a o mais possivel, levou-a de volta a Viene.
Ta ae galera... Ta começando a fica bom em... Daqui a 2 Dias postarei mais uma parte deste meu conto. A richa entre Geraldo e Galeot, Olivier e Rolando, está apenas no inicio, e muita reviravolta há de acontecer ainda... Até a proxima, e abrass!
Thobias Costa Emmert, The Doctore
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
...
*
Dez anos se passaram. O jovem escudeiro Geraldo tornou-se um poderoso senhor, que tinha mulher e filhos. Sua mulher chamava-se Guibour e lhe dera dois filhos: Savary e Oton.
Certo dia, estava ele em uma janela de seu castelo quando viu surgir ao longe três jovens cavaleiros. Um deles vinha a frente e, por sua bela postura, Geraldo reconheceu que era de sua estirpe: tratava-se de Emeri, filho de Hernaut de Beaulande. Ele o acolheu com grande alegria. Quis saber das proezas de seu irmão e dos feitos do joven sobrinho. Mas o rapaz parecia corroído por alguma obsessão secreta. Poucos eram os instantes em que se animava ao lembrar as vitorias do pai, suas lutas bem-sucedidas contra inumeros malfeitores que, apesar de sua pouca idade, ele massacrara sozinho. Logo voltava a um pesado silêncio.
Assim que se viu sozinho com Geraldo, ele disse:
- Estou voltando de Saint-Denis, onde encontrei o imperador e a rainha. Ah, meu tio, que coisa horrivel!
- O que foi? - disse Geraldo. - Fale, rapaz, do que ficou sabendo?
- Fui muito bem recebido, e Galeot Magno já falava em me fazer cavaleiro por suas mãos. Certo dia, em que ele estava ausente, a rainha me pediu que ficasse a seu lado. Meu tio, a rainha o afrontou publicamente sem que você soubesse. Ela disse tudo e, diante de mim, vangloriou-se para quinze barões!
Emeri contou do gesto infame. Tomado de um furor cego, Geraldo quis lançar-se a ferro e fogo contra o reino da França.
- Não permanecerão em pé nem um castelo, nem um mosteiro, nem uma cidade! - bradou ele de inicio.
Então chamou para junto de si, seu velho pai e seus irmãos, para se aconselhar com eles.
- Talvez o imperador não saiba de nada - disse Garin. - Se ele punir a culpada, nos daremos por satisfeitos. Se nos desprezar, então travaremos contra ele uma guerra inexorável!
O conselho foi acatado e Geraldo, com todos os seus, foi pedir justiça ao rei.
De inicio foram acolhidos cordialente. Mas, quando apresentaram sua petição, o rei disse ao senescal:
- Veja lá se cometemos alguma falta para com esses vassalos. Se assim foi, eu me retratarei. Caso contrario, eles serão punidos. Pois os feudos de Geraldo e Régnier lhes foram concedidos por mim, e desde que os receberam, nunca mais me prestaram serviços.
- Sire* - disse o senescal -, que Geraldo pague o que lhe deve, todas as suas obrigações pelos anos passados. Então o senhor julgará sua queixa.
A afronta atingiu em cheio o coração de Geraldo. Antes de tudo a vingança! Ele recusava qualquer acordo. Garin o apoiou.
- Vejam só esse velho intratável! Tem a mão trêmula, os cabelos brancos, e ousa rebelar-se contra o imperador! Vejam só esse herói, que qualquer um derrubaria com um sopro!
E os barões puseram-se a rir e zombar dele. Então Geraldo e seus irmãos lançaram-se contra os insultadores. Foi uma briga espetacular, terrivel, memorável. Apesar de os inimigos serem numerosos, Garin e seus filhos conseguiram escapar, graças a seu ardor indomável. Perseguidos de perto pelos barões de Galeot Magno, eles fugiram para Viene.
Agora só a guerra poderia encerrar a discução. Ambos os lados a preparavam com furor.
Galeot formou exércitos poderosos. Geraldo armazenou em Viene, sua cidade, provisões suficientes para sustentar um cerco e alimentar vários exércitos durante sete anos.
Durante cinco anos, Galeot Magno sitiou Viene, sem conseguir vencer o obstinado Geraldo nem seus vassalos. Em torno do duque de Viene agruparam-se seus parentes: Garin e seus filhos, Emeri, Olivier e sua irmã Aude, cuja presença era reconfortante para todos.
Ao lado de Galeot Magno, combatiam mil barões valorosos, a fina flor da cavalaria. Um deles era Rolando, o paladino, sobrinho do imperador. Mas não havia meio de abalar a resistência de seus adversários. Os campos da região tinham sido devastados, Geraldo estava arruinado, mas não se rendia.
Nessa época, anunciaram-se grandes festejos no campo dos franceses. Rolando sentia-se entediado, e em sua honra seria realizado um grande torneio.
Rolando acreditava que venceria sem dificuldade, pois era o mais hábil dos jovens cavaleiros francos. Portanto, sentiu-se muito despeitado ao ver que todos os olhares se dirigiam não para ele, como de costume, mas para um jovem estrangeiro, de bela aparência, que não queria revelar seu nome e que desarmava todos os que vinham enfrenta-lo. Encantado, o imperador pediu-lhe, afinal, que se desse a conhecer.
- Sou Olivier de Gênova, filho de Régnier e sobrinho de Geraldo - proclamou orgulhoso o jovem cavaleiro.
Na mesma hora ele virou as rédeas e voou de volta para Viene.
Todos os barões saíram em sua perseguição. Por desgraça, seu cavalo tombou, e ele teria sido capturado se o pai e os tios não tivessem chegado bem na hora para socorrê-lo. E ele retornou a corrida, cheio de ardor. Rolando, contra a vontade do imperador, foi mais uma vez a seu encontro.
Ao mesmo tempo, a bela Aude, avisada do perigo que o irmão acabara de correr, precipitou-se sozinha através da planicie, para correr em seu socorro.
A doce e terna aparição, à luz do entardecer, despertou a admiração de todos. Ao vê-la, Rolando esqueceu Olivier, Viene e o combate que ele queria travar. Num piscar de olhos chegou perto dela, levantou-a do chão e saiu levando-a em seu cavalo, quase morta de pavor. Olivier acorreu na mesma hora e intimou-o a devolver sua irmã.
- Vassalo - respondeu Rolando, com ar insolente -, a moça é minha e vou ficar com ela.
- Atacar uma mulher é covardia! Se tem coragem, paladino Rolando, venha medir forças comigo imediatamente!
Rolando não pôde esquivar-se da luta. Os dois avançaram um sobre o outro com tal violência, que ambos ficaram atordoados. Olivier então despedaçou o elmo de Rolando e quase o matou.
Enlouquecido, o cavalo de Rolando fugiu a toda a velocidade, enquanto Olivier pegou a irmã e, tranquilizando-a o mais possivel, levou-a de volta a Viene.
Ta ae galera... Ta começando a fica bom em... Daqui a 2 Dias postarei mais uma parte deste meu conto. A richa entre Geraldo e Galeot, Olivier e Rolando, está apenas no inicio, e muita reviravolta há de acontecer ainda... Até a proxima, e abrass!
Thobias Costa Emmert, The Doctore
terça-feira, 25 de maio de 2010
Contos De Barões: Uma Era Medieval
Bom... Então, continuando a historia... ai vamos nós.
OBS: Quem não pegou o inicio do conto, ai vai o link:
http://neco-barcellos.blogspot.com/2010/05/contos-de-baroes-e-algo-tipo-medieval.html
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
... Régnier e Geraldo ajoelharam-se aos pés de Galeot para lhe prestar homenagem.
Galeot Magno acabou consentindo. Armou cavaleiro Régnier, o intrépido. Depois nomeou Geraldo escudeiro de seu séquito.
Os dois foram vestidos com trajes suntuosos e Régnier deu inicio então a suas inúmeras proezas. Para o rei, ele venceu mil inimigos, pacificando a Flandres e o Vermandios, a Beauce e a Champagne.
Certa vez, para honrá-lo mais do que qualquer outro barão, Galeot Magno o escolheu para servir sua refeição no dia de Pentecostes, junto com seu irmão Geraldo. No meio do banquete, surgiu um mensageiro.
- Vida longa e prosperidade ao imperador Galeot Magno! - ele exclamou inicialmente - Alguém pode me dizer quais desses senhores são Régnier e Geraldo, filhos de Garin?
- Eu e meu irmão. O que quer de nós?
- Fui enviado por seus irmãos para conhecer seus feitos e lhes falar dos deles. Milon conquistou a Puglia e lhes informa seu casamento recente. Quanto Hernaut, sua união foi abençoada pelo céu, que lhe enviou um menino, já resplandecente de beleza e vigor, o pequeno Emeri. Em troca, o que devo dizer de vocês? Que terras conquistaram?
- Diga que o imperador nos honra imensamente, que nos faz enxugar suas travessas e cuidar de suas bebidas. E não se esqueça de dizer que Geraldo ainda não é cavaeiro e que eu não recebi nem bens nem senhoria*(Poder e direitos de senhor sobre uma terra).
Diante dessas palavras, o imperador, furioso, com apenas um soco fez tremer a mesa e a sala inteira.
- Ouviram esse ingrato? - ele gritou. - Na verdade, estou arrependido de tudo o que fiz de bom para esse filho de vagabundo, que na verdade merece a forca!
- Sire* - disse então Régnier, pálido de raiva -, por que benefícios lhe devo gratidão? O senhor me fez cavaleiro, por certo, mas eu defendi lealmente seus Estados e não obtive proveito algum!
- Vassalo*, já me disseram que seus discursos mostravam sua deslealdade ao imperador. Desta vez você foi longe demais.
Geraldo, tão dócil quanto Régnier era violento, assistia aterrado a discução. Lançou-se então aos pés de Galeot:
- Nobre senhor, bem conhece o humor de meu irmão. sabe que ele é leal e valoroso e que só a cólera faz que lhe falte com o respeito. Belo e gentil Sire*, não o abandone! Seu rancor certamente é legitimo. Para aplacá-lo, permita que façamos penitência. Pediremos a Deus que tenha o senhor sempre sob sua santa proteção.
Tanta doçura e lealdade aplacaram um pouco a fúria do rei.
Os barões também tomaram a defesa de Régnier. Não era ele um dos mais valorosos cavaleiros da França? Que ele fosse perdoado por sua temeridade, em nome dos grandes serviços que prestara!
Murmurava-se que, com a morte do duque de Gênova, seu feudo encontrava-se abandonado, entregue a inexperiência de sua filha muito jovem. Se Régnier se casasse com ela, receberia um belo feudo.
Além do mais, teriam encontrado um defensor para Gênova. O imperador refletiu longamente.
- É verdade - disse finalmente -, devo muito a Régnier. Que seja! Está perdoado. Ficará com a moça e com o ducado. Contanto que vá embora daqui!
Contentes e admiridados, os barões rodearam Régnier.
- Que generoso dom! Como agradecer a seu imperador tanta bondade?
No entanto, sem se comover, ele disse apenas:
- Sire*, obrigado. Aceito
Depois prestou homanagem ao rei.
Em Gênova, ele se casou com a filha do duque e teve com ela uma filha, Aude, e um filho, o valente Olivier.
Geraldo permaneceu mais cinco anos ao lado de Galeot Magno, que o fizera cavaleiro e a quem ele servia com toda a lealdade.
Ora, ocorre que o poderoso duque de Borgonha, Aubery de Bourgoing, morreu de repente. Sua viúva solicitou uma audiência ao imperador, que, para recebê-la dignamente, mandou que jovens cavaleiros a escoltassem, comandados por Geraldo.
A jovem viúva era nobre e maravilhosa. Geraldo era altivo e cheio de graça, e não desagradou a duquesa. Assim que se apresentou ao imperador, ela explicou o objetivo de sua visita: seus domínios eram vastos e não podia defendê-los sozinha. Pedia que Galeot lhe escolhesse um novo marido, para que suas terras não ficassem a mercê dos vizinhos.
- Dama, suas palavras são sábias - disse o imperador. - Eu já tinha pensado nisso. Meu escudeiro, Geraldo, é valente e leal. Aceitaria tê-lo como esposo?
- Sire*, sou sua vassala e me casarei com quem o senhor me destinar.
Galeot observava-a atento, e de repente sentiu em seu coração uma emoção especial. Resplandecente e magnífica, ela parecia ter nascido para um destino brilhante. Veio-lhe então o desejo de tê-la como esposa. Geraldo certamente encontraria outra.
- Dama! - exclamou o rei -, quanto mais a vejo mais me convenço de que não nasceu para permanecer vassala. Ofereço-lhe mais do que meu escudeiro. Se quiser, irá se casar-se comigo.
A duquesa imaginou que a vontade do rei fosse mero capricho. Além do mais, Geraldo lhe agradara mais do que qualquer outro.
- Sire* - disse ela -, não graceje. Uma súdita não pode se casar com um grande monarca!
- Está falando sem saber, senhora. Mais vale se elevar do que se rebaixar pelo casamento.
- Pois bem, permita pelo menos que eu reflita até amanhã.
Concedido o prazo, a senhora mandou chamar Geraldo imediatamente e lhe disse, com ar altivo:
- Mandei chamá-lo, jovem aspirante, para lhe dizer que o rei ofereceu-me seu trono e sua mão. Mas como você me agrada, serei sua esposa.
- Senhora - respondeu Geraldo, magoado com o tom e com as palavras -, será que o mundo mudou tanto, que agora as damas se oferecem em casamento? Que eu saiba, não pedi sua mão.
Ele a saudou e se foi, cheio de rancor.
A dama não se aguentou de vergonha e de dor e mandou chamá-lo pela segunda vez. Geraldo respondeu que ela saberia de sua decisão dali a quinze dias.
Nesse ínterim, anunciaram-lhe a visita do imperador. Ofendida por ter sido desprezada, a dama o recebeu com alegria.
- Sire* - disse ela -, refleti com ponderação. Maior será minha felicidade vivendo como sua rainha, nem que seja por alguns dias, do que deixando transcorrer na mediocridade todos os dias de minha vida.
Muito alegre, Galeot foi dizer a seus barões que eles teriam uma rainha na corte. E todos, em uma vez só, aclamaram aquela que o rei escolhera.
Ao receber a notícia, Geraldo ficou enfurecido. Ele desdenhara a duquesa, decerto, mas o feudo lhe fora prometido.
Depois do casamento, os barões lembraram a promessa a Galeot. Apesar do ódio secreto da rainha, o rei estimava seu escudeiro e não queria faltar-lhe com a palavra. Foi assim que Geraldo recebeu a senhoria de Viene, cidade muito forte e cercada por uma terra muito rica.
Naquele tempo, quem recebia um feudo prestava homenagem ao suserano(Senhor feudal, pessoa que concedia territorios aos vassalos e em troca recebia seus tríbutos e serviços), Geraldo foi receber sua investidura.
A rainha resolveu aproveitar a oportunidade para consumar sua vingança. Quando Geraldo pôs o joelho em terra para baijar o pé do imperador, ela colocou seu próprio pé na frente para que ele o beijasse, inflingindo-lhe assim a humilhação suprema.
Geraldo, sem perceber o engano, partiu para seu ducado. Entrou na cidade triunfalmente, entre os vivas e aclamações de seus súditos.
Bom galera, é isso, espero que tenham gostado de mais uma parte desse conto. Daqui a 2 dias, postarei a continuação... Não percam!
Abrass... Thobias Costa Emmert, The Doctore.
OBS: Quem não pegou o inicio do conto, ai vai o link:
http://neco-barcellos.blogspot.com/2010/05/contos-de-baroes-e-algo-tipo-medieval.html
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
... Régnier e Geraldo ajoelharam-se aos pés de Galeot para lhe prestar homenagem.
Galeot Magno acabou consentindo. Armou cavaleiro Régnier, o intrépido. Depois nomeou Geraldo escudeiro de seu séquito.
Os dois foram vestidos com trajes suntuosos e Régnier deu inicio então a suas inúmeras proezas. Para o rei, ele venceu mil inimigos, pacificando a Flandres e o Vermandios, a Beauce e a Champagne.
Certa vez, para honrá-lo mais do que qualquer outro barão, Galeot Magno o escolheu para servir sua refeição no dia de Pentecostes, junto com seu irmão Geraldo. No meio do banquete, surgiu um mensageiro.
- Vida longa e prosperidade ao imperador Galeot Magno! - ele exclamou inicialmente - Alguém pode me dizer quais desses senhores são Régnier e Geraldo, filhos de Garin?
- Eu e meu irmão. O que quer de nós?
- Fui enviado por seus irmãos para conhecer seus feitos e lhes falar dos deles. Milon conquistou a Puglia e lhes informa seu casamento recente. Quanto Hernaut, sua união foi abençoada pelo céu, que lhe enviou um menino, já resplandecente de beleza e vigor, o pequeno Emeri. Em troca, o que devo dizer de vocês? Que terras conquistaram?
- Diga que o imperador nos honra imensamente, que nos faz enxugar suas travessas e cuidar de suas bebidas. E não se esqueça de dizer que Geraldo ainda não é cavaeiro e que eu não recebi nem bens nem senhoria*(Poder e direitos de senhor sobre uma terra).
Diante dessas palavras, o imperador, furioso, com apenas um soco fez tremer a mesa e a sala inteira.
- Ouviram esse ingrato? - ele gritou. - Na verdade, estou arrependido de tudo o que fiz de bom para esse filho de vagabundo, que na verdade merece a forca!
- Sire* - disse então Régnier, pálido de raiva -, por que benefícios lhe devo gratidão? O senhor me fez cavaleiro, por certo, mas eu defendi lealmente seus Estados e não obtive proveito algum!
- Vassalo*, já me disseram que seus discursos mostravam sua deslealdade ao imperador. Desta vez você foi longe demais.
Geraldo, tão dócil quanto Régnier era violento, assistia aterrado a discução. Lançou-se então aos pés de Galeot:
- Nobre senhor, bem conhece o humor de meu irmão. sabe que ele é leal e valoroso e que só a cólera faz que lhe falte com o respeito. Belo e gentil Sire*, não o abandone! Seu rancor certamente é legitimo. Para aplacá-lo, permita que façamos penitência. Pediremos a Deus que tenha o senhor sempre sob sua santa proteção.
Tanta doçura e lealdade aplacaram um pouco a fúria do rei.
Os barões também tomaram a defesa de Régnier. Não era ele um dos mais valorosos cavaleiros da França? Que ele fosse perdoado por sua temeridade, em nome dos grandes serviços que prestara!
Murmurava-se que, com a morte do duque de Gênova, seu feudo encontrava-se abandonado, entregue a inexperiência de sua filha muito jovem. Se Régnier se casasse com ela, receberia um belo feudo.
Além do mais, teriam encontrado um defensor para Gênova. O imperador refletiu longamente.
- É verdade - disse finalmente -, devo muito a Régnier. Que seja! Está perdoado. Ficará com a moça e com o ducado. Contanto que vá embora daqui!
Contentes e admiridados, os barões rodearam Régnier.
- Que generoso dom! Como agradecer a seu imperador tanta bondade?
No entanto, sem se comover, ele disse apenas:
- Sire*, obrigado. Aceito
Depois prestou homanagem ao rei.
Em Gênova, ele se casou com a filha do duque e teve com ela uma filha, Aude, e um filho, o valente Olivier.
Geraldo permaneceu mais cinco anos ao lado de Galeot Magno, que o fizera cavaleiro e a quem ele servia com toda a lealdade.
Ora, ocorre que o poderoso duque de Borgonha, Aubery de Bourgoing, morreu de repente. Sua viúva solicitou uma audiência ao imperador, que, para recebê-la dignamente, mandou que jovens cavaleiros a escoltassem, comandados por Geraldo.
A jovem viúva era nobre e maravilhosa. Geraldo era altivo e cheio de graça, e não desagradou a duquesa. Assim que se apresentou ao imperador, ela explicou o objetivo de sua visita: seus domínios eram vastos e não podia defendê-los sozinha. Pedia que Galeot lhe escolhesse um novo marido, para que suas terras não ficassem a mercê dos vizinhos.
- Dama, suas palavras são sábias - disse o imperador. - Eu já tinha pensado nisso. Meu escudeiro, Geraldo, é valente e leal. Aceitaria tê-lo como esposo?
- Sire*, sou sua vassala e me casarei com quem o senhor me destinar.
Galeot observava-a atento, e de repente sentiu em seu coração uma emoção especial. Resplandecente e magnífica, ela parecia ter nascido para um destino brilhante. Veio-lhe então o desejo de tê-la como esposa. Geraldo certamente encontraria outra.
- Dama! - exclamou o rei -, quanto mais a vejo mais me convenço de que não nasceu para permanecer vassala. Ofereço-lhe mais do que meu escudeiro. Se quiser, irá se casar-se comigo.
A duquesa imaginou que a vontade do rei fosse mero capricho. Além do mais, Geraldo lhe agradara mais do que qualquer outro.
- Sire* - disse ela -, não graceje. Uma súdita não pode se casar com um grande monarca!
- Está falando sem saber, senhora. Mais vale se elevar do que se rebaixar pelo casamento.
- Pois bem, permita pelo menos que eu reflita até amanhã.
Concedido o prazo, a senhora mandou chamar Geraldo imediatamente e lhe disse, com ar altivo:
- Mandei chamá-lo, jovem aspirante, para lhe dizer que o rei ofereceu-me seu trono e sua mão. Mas como você me agrada, serei sua esposa.
- Senhora - respondeu Geraldo, magoado com o tom e com as palavras -, será que o mundo mudou tanto, que agora as damas se oferecem em casamento? Que eu saiba, não pedi sua mão.
Ele a saudou e se foi, cheio de rancor.
A dama não se aguentou de vergonha e de dor e mandou chamá-lo pela segunda vez. Geraldo respondeu que ela saberia de sua decisão dali a quinze dias.
Nesse ínterim, anunciaram-lhe a visita do imperador. Ofendida por ter sido desprezada, a dama o recebeu com alegria.
- Sire* - disse ela -, refleti com ponderação. Maior será minha felicidade vivendo como sua rainha, nem que seja por alguns dias, do que deixando transcorrer na mediocridade todos os dias de minha vida.
Muito alegre, Galeot foi dizer a seus barões que eles teriam uma rainha na corte. E todos, em uma vez só, aclamaram aquela que o rei escolhera.
Ao receber a notícia, Geraldo ficou enfurecido. Ele desdenhara a duquesa, decerto, mas o feudo lhe fora prometido.
Depois do casamento, os barões lembraram a promessa a Galeot. Apesar do ódio secreto da rainha, o rei estimava seu escudeiro e não queria faltar-lhe com a palavra. Foi assim que Geraldo recebeu a senhoria de Viene, cidade muito forte e cercada por uma terra muito rica.
Naquele tempo, quem recebia um feudo prestava homenagem ao suserano(Senhor feudal, pessoa que concedia territorios aos vassalos e em troca recebia seus tríbutos e serviços), Geraldo foi receber sua investidura.
A rainha resolveu aproveitar a oportunidade para consumar sua vingança. Quando Geraldo pôs o joelho em terra para baijar o pé do imperador, ela colocou seu próprio pé na frente para que ele o beijasse, inflingindo-lhe assim a humilhação suprema.
Geraldo, sem perceber o engano, partiu para seu ducado. Entrou na cidade triunfalmente, entre os vivas e aclamações de seus súditos.
Bom galera, é isso, espero que tenham gostado de mais uma parte desse conto. Daqui a 2 dias, postarei a continuação... Não percam!
Abrass... Thobias Costa Emmert, The Doctore.
domingo, 23 de maio de 2010
Contos De Barões... E algo tipo Medieval.
Bom... Venho aqui, lançar mais um Conto... Uma historinha(Que não tem nada de pequena).
Eu em meus dias de aula chata, em que não faço nada, pois a aula é chata, começo a escrever, e então sai essas birosca... Bom ai vamos para mais uma.
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Bom este conto, é sobre algumas proezas de alguns personagens, cujo dois são, Geraldo de Viene, e Rolando.
OBS: A historia, The Deads In The Battlefield, ainda está no ar. Voltarei a postar logo!
Bom vamos agora para:
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
De toda a linhagem de Garin de Montglane, ninguém deixou de honrar sua casa. Garin tinha quatro filhos: Hernaut de Beaulande, o mais velho, depois Milon, Régnier e, finalmente Geraldo, o mais novo, que se tornou duque de Viene.
O feudo de Garin era na Gasconha, numa região assediada pelos mouros muçulmanos. Nenhum de seus filhos tinha atingido a idade de se tornar cavaleiro quando sua terra foi devastada e pilhada pelis enfieis. Assim, ja velho, Garin viu-se despohado de tudo, quase na miséria. Seu cavalo, esfomeado, jazia quase morto na estrebaria. Nada mais restava do esplendor de seu passado. E os viveres que havia em sua casa dariam no maximo para quatro dias, Abatido pela tristeza, o velho Garin não continha as lágrimas.
- Por que chora assim meu pai? - disse Hernaut.
- Choro por vocês, meus filhos. Sofro por ve-los tão miseráveis, e temo por vocês os malditos sarracenos.
- Chorar não repara as desgraças. Pai, somos quatro homens. Dê-nos armas e nós o vingaremos.
Aquelas palavras valorosas reanimaram o coração do velho. Ele deu a cada um dos filhos um arco e uma espada, e os quatro se foram, em busca de aventura.
Ao entardecer, eles encontraram um cortejo de mouros conduzindo quinze mulas, carregando uma rica bagagem. Os quatro rapazes puseram os adversários em fuga e se apossaram de tudo, uma rica pilhagem.
Ao levar o fruto de seu saque para Garin, Hernaut disse:
- Pai, nós o salvamos da necessidade. Como vê, sua prole é digna do pai que tem. Deixe-nos então sair pelo mundo, em busca de glória e fortuna. Quanto a mim, irei para a Inglaterra.
- Queremos servir ao imperador Galeot Magno - disseram Régnier e Geraldo.
- E eu irei a Roma pedir a benção do Santo-Padre - disse Milon.
E assim Garin ficou sozinho em sua propriedade.
Os quatro filhos de Garin de Montglane partiram em busca de glória. Hernaut de Beaulande apossou-se da Inglaterra e da Irlanda; Milon da Puglia e da terra de Nápoles.
Régnier e Geraldo, com muito esforço chegaram até Reims, onde estava o imperador Galeot Magno. Solicitaran uma audiência, mas foi em vão. Soldados e padre, guardas e senescais, formavam uma muralha intransponivel em torno do imperador. Geraldo mais dócil, quis desistir. Mas o coração de Régnier era impetuoso e ousado.
Certo dia, o imperador estava na capela e os dois irmãos, mais uma vez, encontraram a porta fechada. Tentaram passar por outro lugar, mas um guarda o interpôs, insulto-os, e chegou até a bater neles.
Foi demais. Golpeando-a com o ombro, eles derrubaram a porta sólida, e logo depois, em uma ação conjunto-a, retiraram a lança, e a espada do guarda, e o derrubaram-no. E assim, os dois viram-se na presença do rei.
Diante de tal temeridade, Galeot Magno, zangado, despôs-se a castigar severamente os rebeldes. No entanto, os rapazes ajoelharam-se aos seus pés:
- Agimos justamente, sire*(Titulo dado aos senhores, utilizado como tratamento de respeito). - disse-lhe Régnier - Esse maldito nos espancou. Maldito seja não se vinga de uma tal ofensa!
Muitos barões tinham assistido a cena e aprovaram as palavras do estrangeiro. Diante da juventude, da graça, e da altivez dos dois irmão, Galeot sentiu sua cólera se dissipar.
- De onde vêm, rapazes, e quem é seu pai? - ele perguntou.
- Sire*, somos filhos de Garin de Montglane. Meu nome é Régnier, este é meu irmão Geraldo. Viemos lhe prestar homenagem e combater ao seu lado.
O imperador buscou algum meio de afastar e, ao mesmo tempo, satisfazer aqueles dois meninos impetuosos.
- Decerto sua estirpe é das melhores - disse ele- , e de bom grado aceitaremos seus serviços. Em nenhum lugar vocês seriam mais uteis do que as margens do rio Garonne, onde reinam os descrentes. Voltem as suas terras para empregar a sua valentia contra eles. Como recompensas, receberão de nós mil riquezas.
- Como? - disse Régnier, em tom de despeito. - Por quem nos toma? Não queremos saber de riquezas deles. Venha, irmão, vamos oferecer nossos serviços a algum grande príncipe que saiba apreciar nosso valor.
Tamanha altivez surpreendeu todos os barões. Cheios de admiração, murmuravam:
- Quanta nobreza, para um aspirante a cavaleiro!
- Imperador - bradou um deles, intérprete de todos -, fique com esses rapazes. Com certeza não se arrependerá. Eles se tornarão cavaleiros intrépidos e valentes.
Bom pessoal, por hoje é so. As postagens serão feitas de 2 em 2 dias. para dar um tempo de leitura. Lembrando que isto é um conto, baseado em alguns jogos de RPG, e baseado na antiga Bretanha. Cuja era é Medieval.
É isso galera, espero que tenham gostado do inicio, logo logo, postarei mais.
Abrass!
Thobias Costa Emmert, The Doctore
Eu em meus dias de aula chata, em que não faço nada, pois a aula é chata, começo a escrever, e então sai essas birosca... Bom ai vamos para mais uma.
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Bom este conto, é sobre algumas proezas de alguns personagens, cujo dois são, Geraldo de Viene, e Rolando.
OBS: A historia, The Deads In The Battlefield, ainda está no ar. Voltarei a postar logo!
Bom vamos agora para:
Contos de Barões: Uma Era Medieval
Geraldo de Viene
De toda a linhagem de Garin de Montglane, ninguém deixou de honrar sua casa. Garin tinha quatro filhos: Hernaut de Beaulande, o mais velho, depois Milon, Régnier e, finalmente Geraldo, o mais novo, que se tornou duque de Viene.
O feudo de Garin era na Gasconha, numa região assediada pelos mouros muçulmanos. Nenhum de seus filhos tinha atingido a idade de se tornar cavaleiro quando sua terra foi devastada e pilhada pelis enfieis. Assim, ja velho, Garin viu-se despohado de tudo, quase na miséria. Seu cavalo, esfomeado, jazia quase morto na estrebaria. Nada mais restava do esplendor de seu passado. E os viveres que havia em sua casa dariam no maximo para quatro dias, Abatido pela tristeza, o velho Garin não continha as lágrimas.
- Por que chora assim meu pai? - disse Hernaut.
- Choro por vocês, meus filhos. Sofro por ve-los tão miseráveis, e temo por vocês os malditos sarracenos.
- Chorar não repara as desgraças. Pai, somos quatro homens. Dê-nos armas e nós o vingaremos.
Aquelas palavras valorosas reanimaram o coração do velho. Ele deu a cada um dos filhos um arco e uma espada, e os quatro se foram, em busca de aventura.
Ao entardecer, eles encontraram um cortejo de mouros conduzindo quinze mulas, carregando uma rica bagagem. Os quatro rapazes puseram os adversários em fuga e se apossaram de tudo, uma rica pilhagem.
Ao levar o fruto de seu saque para Garin, Hernaut disse:
- Pai, nós o salvamos da necessidade. Como vê, sua prole é digna do pai que tem. Deixe-nos então sair pelo mundo, em busca de glória e fortuna. Quanto a mim, irei para a Inglaterra.
- Queremos servir ao imperador Galeot Magno - disseram Régnier e Geraldo.
- E eu irei a Roma pedir a benção do Santo-Padre - disse Milon.
E assim Garin ficou sozinho em sua propriedade.
Os quatro filhos de Garin de Montglane partiram em busca de glória. Hernaut de Beaulande apossou-se da Inglaterra e da Irlanda; Milon da Puglia e da terra de Nápoles.
Régnier e Geraldo, com muito esforço chegaram até Reims, onde estava o imperador Galeot Magno. Solicitaran uma audiência, mas foi em vão. Soldados e padre, guardas e senescais, formavam uma muralha intransponivel em torno do imperador. Geraldo mais dócil, quis desistir. Mas o coração de Régnier era impetuoso e ousado.
Certo dia, o imperador estava na capela e os dois irmãos, mais uma vez, encontraram a porta fechada. Tentaram passar por outro lugar, mas um guarda o interpôs, insulto-os, e chegou até a bater neles.
Foi demais. Golpeando-a com o ombro, eles derrubaram a porta sólida, e logo depois, em uma ação conjunto-a, retiraram a lança, e a espada do guarda, e o derrubaram-no. E assim, os dois viram-se na presença do rei.
Diante de tal temeridade, Galeot Magno, zangado, despôs-se a castigar severamente os rebeldes. No entanto, os rapazes ajoelharam-se aos seus pés:
- Agimos justamente, sire*(Titulo dado aos senhores, utilizado como tratamento de respeito). - disse-lhe Régnier - Esse maldito nos espancou. Maldito seja não se vinga de uma tal ofensa!
Muitos barões tinham assistido a cena e aprovaram as palavras do estrangeiro. Diante da juventude, da graça, e da altivez dos dois irmão, Galeot sentiu sua cólera se dissipar.
- De onde vêm, rapazes, e quem é seu pai? - ele perguntou.
- Sire*, somos filhos de Garin de Montglane. Meu nome é Régnier, este é meu irmão Geraldo. Viemos lhe prestar homenagem e combater ao seu lado.
O imperador buscou algum meio de afastar e, ao mesmo tempo, satisfazer aqueles dois meninos impetuosos.
- Decerto sua estirpe é das melhores - disse ele- , e de bom grado aceitaremos seus serviços. Em nenhum lugar vocês seriam mais uteis do que as margens do rio Garonne, onde reinam os descrentes. Voltem as suas terras para empregar a sua valentia contra eles. Como recompensas, receberão de nós mil riquezas.
- Como? - disse Régnier, em tom de despeito. - Por quem nos toma? Não queremos saber de riquezas deles. Venha, irmão, vamos oferecer nossos serviços a algum grande príncipe que saiba apreciar nosso valor.
Tamanha altivez surpreendeu todos os barões. Cheios de admiração, murmuravam:
- Quanta nobreza, para um aspirante a cavaleiro!
- Imperador - bradou um deles, intérprete de todos -, fique com esses rapazes. Com certeza não se arrependerá. Eles se tornarão cavaleiros intrépidos e valentes.
Bom pessoal, por hoje é so. As postagens serão feitas de 2 em 2 dias. para dar um tempo de leitura. Lembrando que isto é um conto, baseado em alguns jogos de RPG, e baseado na antiga Bretanha. Cuja era é Medieval.
É isso galera, espero que tenham gostado do inicio, logo logo, postarei mais.
Abrass!
Thobias Costa Emmert, The Doctore
